História


“O aluno vem à academia três vezes por semana e atravessa a piscina várias vezes, em diferentes séries, diferentes nados e velocidades, completando 1000 m, 2000 m ou mais. Com minha experiência de ex-nadador e de 20 anos como professor à beira da piscina da academia, percebo que o aluno está evoluindo, melhorando sua técnica, seu condicionamento e desempenho. Como posso demonstrar isso, objetivamente, para ele? Como ex-nadador competivo tenho conhecimento dos métodos e equipamentos que são utilizados para avaliar os nadadores de equipes de natação. Porém, tenho ciência de que tais métodos poderiam ser aplicados apenas em poucos alunos da academia, pela dificuldade na execução, pelo tempo que tomaria da aula, pela necessidade de coleta de sangue etc. Além disso, não possuo os equipamentos necessários e não é viável adquiri-los para a avaliação de poucos alunos. Como então avaliar todos os alunos e demonstrar os resultados e a evolução de cada um?”

Esses pensamentos e até uma sensação de relativa incapacidade não saiam da cabeça do professor Pita Pierucci a cada dia que estava à beira da piscina com seus alunos ou quando olhava os alunos dos outros professores. Apesar da certeza sobre sua capacidade de ensinar, tinha que conviver com a impossibilidade de mostrar o aprendizado e desempenho ao próprio aluno.

Assim como havia metodologias comerciais para o ensino de natação em academia, acreditou por algum tempo que poderia também haver algum sistema de avaliação em natação específico para academias e seus alunos não-atletas. Ao procurar e não encontrar demorou a acreditar. Não se conformou e passou a participar, durante um ano, de eventos e cursos de natação em busca, principalmente, de um sistema de avaliação ou de informações para realizar avaliação dos alunos. Nos eventos teve a oportunidade de conversar com especialistas em natação, sempre questionando sobre um sistema que pudesse adquirir para utilizar em sua academia. As respostas que recebia eram sempre iguais: não há um sistema de avaliação comercial.

Após a repetição destas respostas, o professor Pita ficou resignado, porém “não desistiu de seus alunos”. Passou a ter outros pensamentos: por que não elaborar o próprio sistema para sua academia? Por que não compartilhar o sistema como outras academias, já que outros professores conviviam com a mesma dificuldade e frustração? Como elaborar um sistema que pudesse ser utilizado em todas as academias, por todos os professores e alunos? Quanto um sistema como esse poderia contribuir para evolução da natação de academia, sempre limitada aos materiais simples (prancha, óculos, nadadeira etc) e com o mínimo de inovação tecnológica?

Depois do necessário e cabível período para o amadurecimento da ideia, se deu conta que não poderia encarar essa empreitada sozinho, mesmo com seus conhecimentos e experiência. Antes mesmo de iniciar, foi arguto em perceber o tamanho do projeto e a necessidade de uma equipe ou, pelo menos, de um parceiro. Antes de pensar em nomes, definiu que esse parceiro deveria ser alguém “da outra academia”, a universidade. Deveria ser um pesquisador da área de Educação Física e também envolvido com natação, pois a elaboração do projeto seria a fase inicial e crucial para as demais serem bem sucedidas. Conversou com um, depois com outro e depois com o terceiro. Todos concordaram com a necessidade de um sistema de avaliação, aprovaram a ideia e disseram ser possível fazer. No entanto, por outros compromissos acadêmicos, pela necessidade de investimento financeiro que haveria e, talvez pela falta de visão sobre o potencial do sistema no mercado de academias de natação, os dois primeiros pesquisadores desistiram antes de iniciar.

Quem compreendeu o problema, enxergou a oportunidade que se abria, passou a pensar no “como fazer” foi o professor doutor Jair R. Garcia Júnior, pesquisador da Unoeste e nadador de academia. Depois das primeiras conversas sobre o sistema, iniciaram o planejamento concordando com a necessidade de conversar também com outros especialistas. Após seis meses de planejamento e alguns testes na piscina da academia, definiram as avaliações e passaram para a fase de desenvolvimento do sistema informatizado online.

Ao longo do planejamento e desenvolvimento, os princípios iniciais eram sempre lembrados: (1) ser aplicável por todos os professores de academia, (2) poder ser realizado por todos os alunos de academia (dos bebês aos idosos), (3) permitir que os alunos observassem seus próprios resultados e sua evolução a qualquer tempo e online em seu computador ou dispositivo móvel, e (4) contribuir com inovação tecnológica para evolução da natação de academia.

O que se materializou da parceria e de muito trabalho foi a empresa Swimtech e, na tela do computador, um sistema para a avaliação da aptidão anaeróbia, da aptidão aeróbia (com o resultado da velocidade crítica individual), da técnica do nado, da capacidade de autosalvamento infantil, da flexibilidade e adequação do peso corporal. O sistema recebeu o nome de Swimtest e passou a ficar disponível para os profissionais que, como acontecia com o professor Pita, quer demonstrar ao aluno seus resultados e sua evolução.

Do ponto de vista dos professores Pita e Jair, o Swimtest atende ao aluno, que passa a ter informações quantitativas de sua evolução, oferece um importante instrumento para o professor avaliar o aluno e seu próprio trabalho e, como inovação tecnológica, contribui para a evolução das academias de natação.

Idealizadores

Nós acreditamos que podemos criar soluções inovadoras para natação.

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Jair

Fundador

Doutor em Fisiologia Humana (ICB-USP), Mestre em Ciências Nutricionais, (FCFAR- UNESP) e Graduado em Educação Física (FC-UNESP) com 22 anos de experiência. Atualmente é professor e pesquisador do Curso de Educação Física e coordenador de pesquisa, desenvolvimento e Inovação da UNOESTE, e sócio-proprietário da Swimtech, empresa de tecnologia em natação.

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Pita

Fundador

Especialista em Natação e Atividades Aquáticas (Uni-FMU) e Graduado em Educação Física (UNOESTE). Tem 22 de experiência como professor de natação e proprietário de academia de natação. Atualmente, é professor do Curso de Educação Física da UNOESTE e sócio-proprietário da Swimtech, empresa de tecnologia em natação.